O pai João, fundador da União de São João e das duas Congregações religiosas das Irmãs e dos Missionários de São João Baptista, celebra os 150 anos do seu nascimento.

Sim, pai João, era assim que as tuas filhas e filhos espirituais lidavam contigo ainda em vida. Tu mostraste-te sempre digno deste nome de “pai” e por isso não lhes era difícil lidarem contigo desta forma.

A Irmã Coleta eleva a sua atitude interior: “A sua atitude bondosa ficou profundamente gravada em mim. O seu exemplo movia-me mais do que as sua palavras. Vivia numa contínua união com Deus, estava imerso em Deus. O pai João foi sempre compreensivo e paternal de forma que eu podia recorrer confiadamente a ele em todas as situações. Estive sempre convencida da sua vida de santidade.

E José Fischer exprime-se duma forma idêntica: “Desde o primeiro instante que o conheci ficou gravada em mim a sua grandeza de sacerdote que irradiava a essência. A sua dignidade, o seu equilíbrio, a sua confiança e, não por último, a sua bondade que eu, como leigo estranho, olhava para ele com respeito. Podia confiar nele e experimentei esta confiança ao longo de toda a sua vida. Os olhos irradiava um sobrenatural indiscritível”.

“Johannes Haw era um homem dinâmico, com grandes olhos brilhantes, com uma personalidade de líder, de moral elevada, de maravilhoso equilíbrio e bondade, sempre útil. Um homem que merece o título de “pai”. Em sua vida, aconteceram coisas que ultrapassaram as fronteiras do comum.       “Ajudante da Humanidade” – João Maria Haw é uma destas personalidades devido à sua influência socio-religiosa e à sua essência. Aqueles que o conheciam afirmam que ele era um santo” (Pároco Burkhard 1959).

Aos 26 anos de idade, dois após a tua ordenação sacerdotal, perante o problema do alcoolismo nas tuas paróquias tomaste a decisão: “Tenho de fazer algo por esta gente” e nunca mais descansaste. Ficaste sempre vigilante, inventando todas as formas possíveis de apostolado. O teu ideal era levar o amor libertador de Deus a todas as pessoas. Sou um instrumento, um servo como Maria. O meu SIM incondicional deve ser concreto e partilhar com todos a experiência do amor misericordioso de Deus”.

O Pai João foi sepultado na Capela pública da Agonia em frente da Central da União de São João em Leutesdorf. A sua pequena torre de estilo barroco anuncia aos quatro ventos: “Aqui encontra-se sepultado um dos grandes no Reino de Deus”. Parabéns, Padre João Maria Haw!

 

Irmã Celeste Gonçalves, Vice-Postuladora